Pandemia do Covid-19: Tudo isso vai passar. E o melhor ainda está por vir!

É um momento muito estranho o primeiro dia de junho chegar e não ter bandeirinhas juninas sendo agitadas pelo vento avisando que os três santos do mês (Santo Antônio, São João e São Pedro) se preparam para propiciar uma longa festa. Nenhum balão para avisar a população local e vizinhos da região que a festança está prestes a começar.

As ruas cada vez mais vazias. As noites mais frias. As madrugadas cada vez mais solitárias.

Não há som nos points aquela galera reunida curtindo nos finais de semana ao som de um ritmo musical que combina em si vários estilos, desde que tenha como essência o “sacolejo” da sanfona convidando os pares a dançarem um forrozinho.

Não há um clima junino aquecido pelas fogueiras acessas pela tradição nordestina, pois estamos na iminência de nem poder acender uma fogueira para salvaguardar a tradição.

É um dos efeitos do coronavírus (Covid-19) na tradição nordestina; em todas as tradições.

A pandemia mudou radicalmente a rotina da população mundial, principalmente no que se refere aos eventos populares, que foram os primeiros a serem afetados e serão um dos últimos a serem liberados pelas autoridades sanitárias.

Felizmente, a tradição nordestina não morrerá, pois está enraizada de algum modo em nosso povo. Tudo quando tudo isso passar, porque vai passar, sabemos que o melhor ainda está por vir! Sairemos do modo automático e valorizaremos cada pedacinho dos traços de nossa cultura, assim como estamos refletindo sobre o conceito família, e não é porque estamos mais dentro de casa. Aliás, estamos em casa, mas sentiremos ainda mais em casa mesmo quando a sanfona sentir o calor da multidão apaixonada pelo forró pelos quatros cantos do Brasil.

O melhor ainda está por vir. Acredite!

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